Avaliação universal do comprimento do colo uterino
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Apesar dos avanços da Obstetrícia moderna, a taxa de parto pré-termo mantém-se estável nos últimos 40 anos (12,55 nos EUA e 5-9% na Europa). Este facto é relevante para as altas taxas de mortalidade infantil em crianças sem malformações congénitas (60-80%). A maior preocupação reside agora nas gestações com menos de 32 semanas, já que apesar de representarem 1-2% de todos os partos, são responsáveis por 60% da mortalidade perinatal e cerca de 50% da morbilidade neurológica a longo prazo.
Dois estudos recentes demonstraram que a medição transvaginal do comprimento do colo uterino entre as 20-24 semanas reduziu em 40% a taxa de partos pré-termo antes das 34 semanas. O uso de progesterona diária por via vaginal em grávidas com colo curto (<25 mm) reduziu a incidência de parto pré-termo antes das 33 semanas em 45% e diminuiu a incidência de síndrome de distress respiratório no recém-nascido.
(Campbell S. Ultrasound Obstet Gynecol 2011; 38: 1-9)
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